Como Identificar o Abuso Sexual
O profissional de saúde, assim como outros profissionais e pessoas envolvidas com crianças e adolescentes, devem atentos para identificar os caso de abuso sexual em que há evidencia de violência física, como também aqueles que não há marcas, pois em apenas cerca de 40% dos casos há evidencias físicas de abuso. O envolvimento de membros da família no abuso sexual pode dificultar a identificação do mesmo. Ameaça de um processo criminal envolvendo a família e o profissional com testemunha pode contribuir para que o abuso sexual não seja revelado. Outras dificuldades também podem surgir dos tabus sociais manifestado pelos profissionais, assim como pela população em geral.
O abuso sexual pode ser identificado por lesões físicas: hematomas, rupturas do hímen, equimoses, marcas de mordidas, lacerações anais, e outras.
A magnitude das lesões está associada a gravidade do ato sexual e, geralmente, estão presentes em pequeno número, pois a maioria dos casos de abuso sexual não deixa vestígios físicos.
Doenças sexualmente transmissíveis e AIDS, hepatite B, corrimento vaginal, relaxamento do esfincter anal, dores abdominais, sangramento vaginal e gravidez podem ser consequencias do abuso sexual. Em crianças menores, podem ocorrer enurese noturna, encoprese, distúrbio do sono e de alimentação.
A dificuldade em diagnosticar o abuso sexual não deve, no entanto, desanimar os responsáveis da proteção da criança e punição do agressor. De um lado o "muro do silencio" erguido e mantido pelas pessoas que convive com a situação de abuso, de outro, a negação completa do abusador, de outro ainda a culpa da criança ou adolescente por estar sabendo e sentindo o abuso, fazendo com que o sentimento profissional deslize do ódio e do nojo, para distanciamento e a negação. É preciso considerar que para diagnosticar um abuso sexual o profissional vai estar sozinho: O abusador irá negar peremptóriamente, e a criança também negará, por medo do abusador ou porque não acredita mais que vai ser ouvida ou levada a sério. Assim, quando levantado a suspeita, é necessário que se procure ouvir a comunicação subjacente, a manifestação dos sinais que estão sempre sendo comunicados tanto pela criança quanto pelo abusador. Muitas vezes a dúvida vai aparecer objetivamente, mas a impressão diagnostica clínica será, assustadoramente, convincente do abuso. E neste caso, passado o primeiro momento, quando a confiança da criança ou do adolescente se estabelecer, a situação do abuso surgirá com nitidez, afastando a dúvida.
Quanto ao tratamento, é importante dizer que o acompanhamento psicológico de uma criança ou adolescente abusado é indispensável. É preciso restaurar o mundo interno destroçado pelo abuso, incluindo a restauração de vivencia de respeito à Lei, destruído pela aversão essencial da situação abusiva: O adulto é que propõe a mentira, o errado. Acrescente-se que também o abusador deve ser tratado, afastado do convívio familiar e social enquanto durar tratamento mental.
O tratamento psicológico deve ser entendido como específico deste traumatismo. Ou seja, não basta enviar a criança ou adolescente a qualquer psicólogo ou psiquiatra. É necessário que a família procure um profissional especializado em abuso sexual contra criança e adolescente. Mesmo crianças que aparentam não terem sido afetadas pelo abuso devem ser avaliadas por um especialista.

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